domingo, 1 de março de 2020

O dia em que a FAB interceptou a PM de Minas Gerais

 F-5EM sobre Brasília (crédito: FAB - http://www.fab.mil.br/fotos)

No dia 14 de março de 2018, a cidade de Unaí, no Noroeste de Minas, foi palco de um fato insólito. A interceptação de um King Air da Polícia Militar de Minas Gerais por um caça da FAB.

Na manhã daquele dia, ouvi-se sobre a cidade o ronco de uma aeronave turboélice, fato relativamente incomum, visto que o tráfego aéreo habitual na cidade é representado por aeronaves agrícolas. Pouco depois ouviu-se o ainda mais incomum rugido de uma turbina. Aqueles mais curiosos que apressaram-se a procurar pelo jato que sobrevoava a cidade puderam constatar que se tratava de um caça Northrop F-5EM da FAB, baseado na cidade de Anápolis, GO (distante cerca de 220 km de Unaí, em linha reta).

 
Decolagem da aeronave King Air C90 PT-OSO Pegasús 12, da PMMG, no Aeroporto de Montes Claros - MG (crédito: Aeroporto de Montes Claros - https://www.youtube.com/watch?reload=9&v=Opp0ZExYKQE)


O sobrevoo do F-5 repercutiu nas redes sociais e, um piloto local divulgou um áudio em que afirmava que o caça havia sido acionado para interceptar uma aeronave King Air da Polícia Militar de Minas Gerais (o turboélice ouvido antes do caça). O motivo da interceptação seria a utilização de um aeródromo não homologado pela aeronave da Polícia. Segundo o áudio, já faz 20 anos que o aeroporto local é interditado e, apesar do empenho dos pilotos locais, as autoridades responsáveis não o regularizam.

Ainda segundo o áudio, "o Comandante [da PM em Unaí] ficou mais de uma hora com o Centro-Brasília no telefone para amenizar a situação, [mas] eles não quiseram saber, deram as costas para o pessoal" e disseram que o custo da operação do F-5 era em torno de US$ 15.000,00 (quinze mil dólares) e que "a conta ia chegar". 

Segundo informações obtidas pelo blog, na data dos fatos realmente houve um deslocamento aéreo de oficiais do alto escalão da PM para a cidade de Unaí.

Diante da impensável situação de uma aeronave da Polícia Militar ser interceptada por um cada da Força Aérea, entramos em contado com a DECEA e com a Assessoria de Imprensa da FAB, mencionando a versão do áudio e questionando o real motivo do sobrevoo do caça.

Em que pese a Assessoria de Imprensa não haver enviado resposta ao questionamento, o DECEA informou que:

"O voo da aeronave F-5 trata-se de um procedimento de vigilância do espaço aéreo.
"O interesse de utilização do citado aeródromo por forças auxiliares é de responsabilidade da respectiva força, a qual deverá notificar a administração local do aeroporto e os órgãos reguladores.
"Informo que os riscos de incidentes estão sendo avaliados para as devidas coordenações e para prover segurança operacional em nossa área de jurisdição".

Fica claro que o F-5 foi acionado em um "procedimento de vigilância do espaço aéreo" e, diante da presença da aeronave da PM na cidade no momento da passagem do caça, apesar da evasiva resposta do DECEA acerca desse ponto, concluímos que o alvo da interceptação realmente seria aquela aeronave. Até porque, se não fosse assim o DECEA prontamente teria desmentido a informação.




quarta-feira, 4 de julho de 2012

FAB nega participação de brasileiros na Guerra das Malvinas


No ano de 1992 o programa Fantástico da Rede Globo apresentou uma reportagem sobre a Guerra das Malvinas em que foi levantada a hipótese de que pilotos brasileiros tiveram participação direta no conflito, pilotando aviões EMB-111 Bandeirulha.



A explicação era que, como as aeronaves foram adquiridas às pressas, retiradas do inventário da FAB, não havia tempo hábil para treinar as tripulações argentinas.

 Depois da entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação, solicitamos à Aeronáutica a informação se realmente houve envolvimento de militares brasileiros na operação das aeronaves EMB-111.

Segundo o e-mail enviado pela Força Aérea, a resposta é negativa.

Trinta anos após o fim do conflito, esgotado o prazo máximo do sigilo dos documentos governamentais, em princípio não haveria razão para a FAB omitir a verdade, contudo o historiador da UNB, Moniz Bandeira, que revelou ao Fantástico a possibilidade de participação de pilotos brasileiros na Guerra, foi enfático ao afirmar que fontes militares confirmaram a informação:

“Esses rumores circularam, e eu tratei de averiguar a sua veracidade. Consegui confirmá-los com oficiais das Forças Armadas e elementos da comunidade de informações” afirmou o pesquisador em 1992.


Recentemente ele voltou a defender essa tese, no artigo “Guerra das Malvinas: petróleo e geopolítica”, publicado em maio de 2012, na Revista Espaço Acadêmico. 

Segundo o artigo, o fato de a FAB ter afirmado que o tempo normal de qualificação para as equipagens do Bandeirulha ser de 2 anos confirma a participação de pilotos brasileiros, já que a Guerra durou apenas 75 dias, portanto, não poderiam os argentinos ter operado as aeronaves e seus sensores.

O ponto final nessa dúvida somente poderia ser dado pelo próprio pesquisador, e por suas fontes – além é claro, das tripulações do EMB-111 da época da guerra – caso alguma dessas fontes resolvessem falar.
Abaixo a resposta enviada pela FAB:

“Prezado Cidadão, Agradecemos seu contato com o COMAER pelo sistema e-SIC. Sobre a solicitação de protocolo 60100000142201212, informamos que não houve a participação de tripulação brasileira quer direta ou indiretamente na Guerra das Malvinas. Serviço de Informações ao Cidadão COMANDO DA AERONÁUTICA Centro de Comunicação Social da Aeronáutica Esplanada dos Ministérios – Bloco M - 7º andar – Brasília – Distrito Federal CEP 70.045-900 E-mail: sicfab@fab.mil.br

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Após viagem de 12 dias, chegam ao Brasil três novos helicópteros Black Hawk



A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu três novas aeronaves H-60L Black Hawk. Os novos helicópteros chegaram ao Brasil no último sábado (21/04), após 12 dias de voo. A entrega oficial ocorreu no dia 10 de abril, na fábrica da Sikorsky, em Elmira (EUA).
As tripulações dos Esquadrões Pantera (5º/8º GAV) e Harpia (7º/8º GAV) se revezaram para realizar as inspeções programadas e para a viagem. Ao longo do traslado, foram realizados 12 pousos em vários países da América Central até a chegada a Boa Vista (RR). Dois H-60L seguirão para Manaus (AM) e um para Santa Maria (RS).


Fonte: Agência Força Aérea/ 7º/8º GAV

Tags: H-60L BlackHawk, Pantera (5º/8º GAV) e Harpia (7º/8º GAV)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

SUPER TUCANO TO FLY IN THE COLORS OF THE INDONESIAN AIR FORCE



First Super Tucano sale in Asia Pacific includes ground support stations and logistics package

São José dos Campos, November 10, 2010 – Embraer has won a competition held by the   Indonesian Ministry of Defense to supply eight Super Tucano light attack turboprops for the  Indonesian Air Force. The deal includes ground support stations and an integrated logistics  package, and represents the debut of the Super Tucano in the Asia Pacific region. Deliveries  will begin in 2012.

“We are very pleased to have the Indonesian Air Force as the newest customer of Embraer  Defense Systems,” said Orlando José Ferreira Neto, Embraer Executive Vice President, Defense  Market. “The Super Tucano is a proven light attack and advanced trainer turboprop, flying  currently in five air forces, and we are certain it will perfectly suit Indonesia’s needs.”

The Super Tucano has been chosen to replace a fleet of OV-10 Broncos, due to its flexibility to  perform a broad range of missions, including light attack, surveillance, air-to-air interception,  and counter insurgence. The Super Tucano is a mature, action-proven airplane, with more than  100,000 flight hours, always demonstrating superb mission efficiency and reliability.

Equipped for military missions and designed to operate from unpaved runways, the Super  Tucano’s unmatched weaponry capacity comes with a wide variety of external options, including conventional and laser-guided bombs, air-to-air missiles, and others. The aircraft is also equipped with Electro-Optical/Infrared (EO/IR) sensors, including laser designator, and secure radios with datalink communications.

About the Super Tucano

The Super Tucano is an innovative evolution of the world-renowned basic training Tucano aircraft, of which around 650 are in service with 15 air forces, worldwide, and was developed according to the stringent requirements of the Brazilian Air Force.

The Super Tucano was designed to operate in complex combat settings, and it is equipped with the latest technology in the avionic system, including night-vision capability, Electro-Optical/Infrared (EO/IR) sensors including laser designation, secure communications suite and data link.

Besides a reinforced structure for operations on unpaved landing fields, the airplane has an advanced navigation and weapon aiming system that ensures high mission precision and reliability, using conventional or smart weapons, even under extreme conditions. The aircraft requires minimal logistical support for continuous operation.

The Super Tucano is operating in five air forces, and successfully accomplishing advanced training, border surveillance, light attack and counter insurgency missions, with more than 100,000 flight hours logged.

Besides the airplane, Embraer also supplies an advanced training and support system package for Super Tucano operations. The TOSS (Training and Operation Support System) consists of four systems: CBT (Computer-Based Training) that improves pilot learning; FS (Flight Simulator); MPS (Mission Planning Stations); and MDS (Mission Debriefing Station), all developed by Embraer.

Indonésia escolhe Super Tucano


Embraer vai fornecer aviões militares para a Indonésia

Empresa venderá oito modelos Super Tucano para a Força Aérea do país; contrato é estimado em US$ 100 milhões

Roberto Godoy

A Embraer venceu a concorrência internacional aberta pela força aérea da Indonésia para fornecimento de oito aviões de ataque leve e treinamento avançado. O modelo escolhido é o turboélice Emb-314 Super Tucano. O valor do contrato, estimado em cerca de US$ 100 milhões, envolve os recursos de apoio de solo, amplo pacote logístico, documentação técnica e treinamento. O anúncio foi feito ontem pelo vice-presidente para o mercado de Defesa, Orlando Ferreira Neto.

Os aviões brasileiros vão substituir os velhos OV-10 Bronco, americanos. O Super Tucano era o favorito desde o início do processo, que envolveu outros dois modelos: a nova versão OV-10X, da Boeing, apresentada apenas em papel, e o Pilatus, suíço, que, por orientação do governo, não pode ser vendido na configuração armada para o uso de nações emergentes.

O ministro da Defesa indonésio, Purnomo Yusgiantoro, disse, ao apresentar o programa de reequipamento das forças armadas, que a aviação militar quer o Super Tucano para missões de patrulha armada e ataque leve na região das províncias do oeste, Papua principalmente. Ali, grupos tribais rebeldes estão recebendo equipamentos e instrução de guerrilha, provavelmente de ex-militantes radicais do movimento Fretilin, desarticulado depois da independência do Timor, em 2002.

As aeronaves da Embraer entrarão no lugar do OV-10, bimotor dos anos 60 usado em várias partes do mundo. A Indonésia recebeu 12 deles no início dos anos 70 - desse lote, apenas dois estão em condições de uso.

O Emb-314 é empregado pelas forças de outros cinco países - Brasil, Colômbia, Chile, República Dominicana e Equador. Um dos 170 aviões já vendidos é operado pela empresa Blackwater, prestadora de serviços militares terceirizados. A frota combinada soma 100 mil horas de voo.

De briga. O avião foi projetado para tarefas pesadas, desenvolvido para atacar em meio à selva, cumprir patrulha de até sete horas de duração e treinamento de pilotos de combate. É um projeto engenhoso: incorpora tecnologia digital, por meio de um painel eletrônico de telas múltiplas, tudo igual ao de um caça pesado, porém, a baixo preço, cerca de US$ 9 milhões cada, pronto para entrar em ação. O Emb-314 leva até 1,5 tonelada de bombas, mísseis e foguetes, mais duas metralhadoras de 12,7mm ou .50. Voa a 560 km/hora. A Força Aérea Brasileira dispõe de 99 unidades.

O batismo de fogo do Super Tucano foi em abril de 2008: um esquadrão da Força Aérea da Colômbia atacou com bombas inteligentes um acampamento de guerrilheiros das FARC que havia sido montado em território do Equador.

Fonte: Estadão

sábado, 6 de novembro de 2010

Vídeo sobre o Sikorsky X2 Raider

Sugestões de nomes para o KC-390



Deixe aqui (em "comentários) sua sugestão para o nome do Embraer KC-390. Preferencialmente, informe também as justificativas para o nome sugerido, ou uma explicação sobre ele.

Não deixe de votar na nossa enquete, no canto superior direito da página.

Da minha parte acho interessante "Atlas", "Atlante" ou "Atlantes" - na verdade a mesma figura mitológica - aquele que sustentava o céu em seus ombros. Além de ser um nome que mantém a tradição do "Hercules", outro deus grego, há ainda a vantagem de ser um nome mundialmente conhecido, evitando problemas de pronúncia pelos clientes estrangeiros.

Além dele, também coloquei na enquete "Perseus", "Minos", "Theseus" e "Cacique" (este último uma alusão à KC), todos sugeridos por internautas no www.aereo.jor.br

Sobretudo blog

Conheçam também o "sobretudoblog"

http://www.sobretudoblog.blogspot.com/

sábado, 5 de dezembro de 2009

Rússia defende cooperação militar com Venezuela



Embajador ruso confirmó la compra de 53 helicópteros marca Mi

El embajador de la Federación Rusa en Venezuela, Vladimir Zaemskiy, no encuentra razones para que Colombia y Estados Unidos se sientan preocupados por el suministro de armas que su país está proporcionando al Estado venezolano, así lo declaró ayer en rueda de prensa.
“Es un proceso natural de cualquier país, que cuando algunos armamentos y equipos se hacen obsoletos se compran nuevos”, dijo Zaemskiy.
El diplomático explicó las razones por las que se ha incrementado en los últimos años la cooperación militar ruso-venezolana. “Esto se debe en primer lugar a que algunos países, por diferentes razones, dejaron de ser proveedores de armamentos a Venezuela”, alegó.
Según Zaemskiy, la otra razón para el aumento de la cooperación militar entre ambas naciones “es que el Gobierno de Venezuela está guiándose por un nuevo concepto de defensa nacional incluido en la Ley correspondiente aprobada el 18 de diciembre de 2002 (Ley Orgánica de Seguridad de la Nación)”.
El embajador acota que el año de la aprobación del referido instrumento legal (2002, cuando fue derrocado y restituido en el poder el presidente Hugo Chávez) “habla por sí mismo” y añade que el concepto de seguridad establecido en esa Ley “requiere tecnologías diferentes y eso es lo que se está ofreciendo a Venezuela en sus importaciones”.
Más helicópteros Zaemskiy confirmó la concreción de grandes contratos con Venezuela en materia armamentística para el suministro de 53 helicópteros multipropósito de marca Mi. Se conoció que desde 2007 el presidente Hugo Chávez había mostrado a Moscú su interés en esta compra.
Antes de que Rusia se constituyera en el principal proveedor de armamento a Venezuela, Estados Unidos ocupaba ese lugar. No obstante, el Gobierno norteamericano se niega a vender equipos bélicos al Gobierno venezolano y ha impedido que otras naciones suministren armas a Venezuela, si cuentan con tecnología estadounidense.
Sobre la tensa situación entre Venezuela y Colombia, el embajador -a título personal- consideró como “una lástima que dos países hermanos tengan esa tirantez tanto en la zona fronteriza como entre sus gobiernos”.
“Esperamos que las partes puedan apaciguar las emociones y creemos que esto sólo se puede hacer a través de un diálogo”, señaló.
Fuente: El Universal

Fonte: Fav Club News ( www.fav-club.net)

Míssil multimissão




A Raytheon adaptou o míssil AIM-9X, versão mais moderna do Sidewinder, para atacar alvos terrestres e até sobre a superfície do mar.

Não foram fornecidos detalhes das modificações, mas seriam mudanças principalmente relacionadas ao software do míssil.

Durante um teste realizado no Golfo do México no dia 23 de setembro último, um F-15C da USAF lançou um AIM-9X contra um alvo na superfície do mar que simulava um pequeno barco, como os utilizados em transporte de drogas. O míssil foi direto ao alvo. Antes deste teste, um F-16 já havia realizado uma ação semelhante.

A nova capacidade do Sidewinder abre novos horizontes para caças dedicados à interceptação aérea ou configurados para superioridade aérea. Empregando o mesmo armamento a aeronave pode alterar sua missão sem a necessidade de retornar para a base e substituir o armamento ou solicitar o apoio de outras aeronaves.

Com informações do site Flightglobal

Fonte: Poder Aéreo (www.aereo.jor.br)

Nota do Blog:

Atualmente muito se fala sobre aeronaves multimissão, que podem exercer com igual desenvoltura missões de caça e ataque, mas ninguém ainda havia pensado em armamento multimissão. Uma aeronave jamais conseguiria ser realmente multimissão se seus armamentos tivessem que ser escolhidos antes da decolagem. Isso limitaria as missões aos armamentos previamente escolhidos ou obrigaria o piloto levar armas de todos os tipos para a eventualidade de serem necessárias.

O surgimento de mísseis multimissão representa uma verdadeira revolução na guerra moderna. A partir de agora uma aeronave de combate poderá decolar com apenas um tipo da míssil e utilizá-lo contra uma série de ameaças ou alvos eventualmente encontrados.

Lembramos ainda que o AIM-9X também já demonstrou capacidade de ser lançado de debaixo da superfície do mar, a partir de uma cápsula de lançamento de míssil Tomahawk submersa (http://www.naval.com.br/blog/2009/09/15/aim-9x-agora-ate-debaixo-d%C2%B4agua/)

googled3b32724abffe9b3.html


Negociação do Exército Brasileiro com a Rússia pode tirar americanos da concorrência pelo F-X2

 
X

 


Kaiser Konrad


Na última semana a intenção do Exército Brasileiro de adquirir o sistema antiaéreo Tor-M2E da Rússia pode ter atrapalhado o esforço da Boeing para vender o caça F/A-18 Super Hornet ao Brasil. A informação até agora só é discutida nos bastidores, mas se o programa F-X2 não tiver um desfecho em breve e a negociação para aquisição dos mísseis russos avançar, o governo americano vai pedir a Boeing que abandone a disputa.



Tradicionalmente os americanos não vendem seus melhores caças para operadores de complexos sistemas antiaéreos russos. O motivo é claro: estes sistemas são desenvolvidos justamente para derrubar caças de fabricação americana.



Se o Brasil vazasse os parâmetros e o envelope de funcionamento e em quais condições os mísseis russos poderiam abater os F/A-18, nações como Irã e Venezuela – com quem o Brasil tem estreitas relações - poderiam fazer uso destas informações para desenvolver táticas e sistemas de defesa que dissuadissem o ataque e restringissem a operação em combate destas aeronaves pela Marinha Americana.



Hoje é F/A-18 e seus variantes representam a espinha dorsal da aviação aeronaval dos Estados Unidos. A aeronave veio substituir o excelente caça F-14 Tomcat só porque o Irã também operava vetores deste tipo. Com a atual política dúbia do Brasil em relação aos Estados Unidos, o governo americano poderá não mais sentir confiança para vender suas aeronaves de última geração.


A possibilidade dos EUA abandonarem a disputa pelo F-X2 foi bem recebida por alguns setores do Governo Lula, que esperavam um motivo forte para não se sujeitar à pressão americana para adquirir o avião. Assim os setores do governo brasileiro opositores à proposta americana - mas receosos de contrariar a vontade do Tio Sam - sairão de mãos lavadas, pois se esta informação vier a se confirmar, serão os próprios americanos que não quiseram continuar na disputa. Se o F/A-18 Super Hornet ficar fora do F-X2, a Força Aérea Brasileira vai perder o avião preferido pela maioria dos seus pilotos.

Fonte: Defesanet (www.defesanet.com.br)

Nota do Blog:

1 - O autor reforça os rumores de que o F/A-18 é o preferido pelos pilotos da FAB.



2 - Essa posição dos EUA é muito conveniente para o governo brasileiro, pois a existência de 3 concorrentes na reta final do FX-2 tem sido um grande transtorno para as pretensões do Palácio do Planalto e do Ministério da Defesa, que pretendem adquirir o Rafale. Recentemente o Ministro Jobim chegou a sugerir à FAB que não indicasse um vencedor em seu relatório técnico .


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Cimeira Ibero-Americana diz NIM às Honduras

A reunião de chefes de estado dos países ibero-americanos terminou em Cascais, com uma declaração de consenso mínimo sobre o tema que dominou as discussões dos últimos dias, o problema da legitimidade do governo das Honduras, onde o ex-presidente Manuel Zelaya, foi removido do poder por um golpe de estado constitucional, decorrente da alegação de comportamento ilegal e violação da constituição por parte do líder populista hondurenho.

Os portugueses, nomeadamente o ministro dos negócios estrangeiros Luís Amado, fizeram várias diligências e contactos entre os chefes de estado dos vários países para tentar chegar a um consenso mínimo, mas não foi possível uma declaração conjunta de todos os chefes de estado, resultado das posições irredutíveis por parte dos apoiantes do líder hondurenho deposto em Junho deste ano.

O dirigente venezuelano Hugo Chaves, nem sequer se deu ao trabalho de ir a Portugal e o presidente do Brasil, Lula da Silva, que passou algumas horas em Lisboa, disse mesmo que se soubesse que Honduras seria o tema principal da reunião de líderes ibero-americanos nem tinha vindo.

Em declarações à imprensa, Lula da Silva demonstrou continuar teimosamente ao lado dos dirigentes mais extremistas da América latina, como Hugo Chavez e o clã Castro, recusando sequer a legitimidade das eleições que decorreram no país centro-americano no passado dia 29.

O resultado foi uma declaração da presidência, e não uma declaração conjunta, mas nessa declaração a situação acaba por ficar senão esclarecida, pelo menos com um caminho aberto para uma solução do problema:

A declaração, que não obriga os estados que participaram, afirma que se continua a reconhecer o presidente deposto Manuel Zelaya como presidente legítimo das Honduras, mas só até ao final do seu mandato que deverá terminar dentro de aproximadamente um mês.

As eleições que se realizaram no passado domingo, decorreram dentro dos prazos constitucionais e teriam tido lugar, mesmo que Manuel Zelaya não iniciado um processo de golpe constitucional, ao tentar levar a cabo um referendo ilegal, que se destinava a permitir a Zelaya a continuação no poder, quando a constituição hondurenha é clara quanto à proibição de reeleição.

Participação elevada e isenta de incidentes

A elevada participação da população das Honduras na eleição de domingo, parece condicionar as posições de vários países. Há quatro anos, quando Zelaya foi eleito, a abstenção ficou em 54%, mas no domingo passado, ela baixou muito. Inicialmente previa-se uma abstenção de 47%, mas os valores finais vão certamente ficar muito abaixo, em torno de 37%. A perda de popularidade do presidente deposto era já evidente em todo o país, e mesmo dentro do Partido Liberal que apoiava Zelaya, a sua posição era periclitante.

Zelaya recorreu a uma força de jagunços pagos pelo regime venezuelano (um expediente tradicional dos regimes marxistas) que tentaram dar a impressão de que todo o país se levantava em favor de Zelaya. Como o numero de jagunços era relativamente pequeno, a policia hondurenha pode facilmente controlar a tentativas de desacatos e o processo eleitoral decorreu livremente. A prova, foi a elevadíssima participação, que num país em que o voto não é obrigatória, poderia envergonhar mesmo países europeus.

Reconhecimento inevitável, e como salvar a face de Lula

Sabendo-se que a economia de Honduras é especialmente dependente dos Estados Unidos e sabendo-se também que o país norte-americano deverá reconhecer o novo governo, é inevitável que ainda que lentamente os governos centro e sul americanos acabem por reconhecer o novo presidente depois de ele tomar posse.

Já no domingo, a Espanha que tinha afirmado não reconhecer a eleição, mostrava sinais de mudança de posição, perante um resultado eleitoral que ninguém colocou em causa, e acima de tudo perante a alta participação.

Durante a reunião em Portugal, os analistas também concluíram que é provável que se tente encontrar uma solução para salvar a face de Lula da Silva, que apostou tudo na carta «Zelaya», aparentemente como resultado de uma actuação absolutamente desastrada do ministério das relações exteriores, que levou Lula da Silva a uma posição de extremismo. As coisas vão ter que ser feitas, para que Lula não «perca a cara» e não seja ridicularizado internacionalmente, sendo associado a Hugo Chavez e ao clã Castro, num episódio que arrisca manchar a imagem internacional do Brasil, numa altura em que tudo tem sido feito para transformar Brasília num interlocutor global.

É provável, que logo que o novo presidente tome posse, a União Europeia acabe reconhecendo o novo governo sem grande alarido, ainda mais que este foi legitimado pelo voto inequívoco da população hondurenha. Países como a Colômbia, Peru, Costa Rica e Panamá já avisaram de antemão que vão reconhecer o novo presidente e os Estados Unidos é quase certo que farão a mesma coisa. A economia hondurenha está muito dependente das exportações para os Estados Unidos e das importações desse país. Os laços económicos mais importantes, são com os países que avisaram que vão reconhecer o novo presidente «Pepe Sosa».

Fonte: Área Militar (www.aeramilitar.net)
Destaques nossos.

Nota do Blog: 1 - Essa matéria, publicada num site português mostra a visão que grande parcela da comunidade internacional tem sobre a política externa do Presidente Lula e sobre seus aliados.
2 - A declaração do Presidente Lula de que nem teria ido à reunião se soubesse que Honduras seria o principal assunto talvez demonstre a posição de constrangimento em que o Brasil está, tendo em vista que cada vez fica mais difícil sustentar a sua intransigência sobre a questão. Além disso, pode ser interpretada como uma imaturidade do Brasil para assumir um papel mais importante no mundo, como o Conselho de Segurança da ONU (onde o Brasil não poderia se furtar à discussão, como fez com a questão nuclear do Irã e, agora, com Honduras).


Lei do abate contra Ahmadinejad




por Eurico Batista
23.11.2009

«Esse homem tinha de ser proibido de atravessar o espaço aéreo brasileiro e se atravessasse, teria de se autorizar o emprego da Lei do Abate.»

«Esse homem» é o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e o autor da frase é o ministro do Superior Tribunal Militar Flavio Bierrenbach, que se aposentou no passado dia 16 de Outubro. Para Bierrenbach, «o convite feito pelo Brasil ao presidente do Irã é uma bofetada na memória da Força Expedicionária Brasileira, que foi para a Europa lutar contra o nazismo».

A visita oficial ao Brasil estava prevista para o dia 6 de Maio e foi adiada a pedido de Ahmadinejad. O presidente do Irã provocou indignação e repúdio internacional ao negar reiteradamente a ocorrência do Holocausto, o extermínio de judeus pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. Ahmadinejad classificou o Holocausto de mito: «[O Holocausto] é uma mentira baseada em uma alegação mítica e não comprovada», proclamou Ahmadinejad em setembro, em um discurso contra Israel na Universidade de Teerã.

Desde que assumiu a Presidência do Irã em 2005, ele defende essa tese. Ahmadinejad também é contestado internacionalmente por causa da política nuclear do Irã, refratária à fiscalização internacional.

Para o ministro do STM, Ahmadinejad não é mais do que um «delinquente internacional». A amigos, Bierrenbach confidenciou a possibilidade de se dar voz de prisão ao ilustre visitante quando pisar em terras brasileiras.
Flavio Flores da Cunha Bierrenbach chegou ao STM em janeiro de 2000, nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Ex-réu naquele tribunal por sua militância contra a ditadura militar, Bierrenbach deu uma enorme contribuição para a abertura do tribunal e o fortalecimento de suas posições mais liberais.

Foi um dos articuladores da Carta aos Brasileiros, o movimento iniciado em 1977 que representou o início do fim da ditadura militar. Mesmo sem mandato, foi uma das cabeças pensantes mais ativas na Constituinte de 1988. Aposenta-se nesta sexta-feira, antecipando em dias sua aposentadoria compulsória. No próximo dia 25, ele completa 70 anos.

Hotel Brasil

O ministro, definitivamente, não está de acordo com a política externa do governo petista. Bierrenbach considera «um fiasco» a participação brasileira na crise de Honduras. Para ele, a política externa brasileira, desde o barão do Rio Branco, obedece, numa linha praticamente reta, a três princípios: independência, autodeterminação e paz. “Esse episódio arranhou esses três princípios. Um país que pretende ter uma projeção internacional tem de tratar um episódio internacional com a seriedade que a tradição impõe e com aquilo que a necessidade exige.”
Lembrando que o presidente deposto, Manuel Zelaya, não era exilado político no Brasil, o ministro critica: “Criou-se uma nova categoria no Direito Internacional que é a de hóspede e hóspede para mim é coisa de hotel”.
Afastado da Presidência e expulso de Honduras pelas Forças Armadas em 28 de junho último, Manuel Zelaya retornou ao país clandestinamente e itinerou-se na embaixada brasileira em Tegucigalpa no dia 21 de setembro, onde permanece desde então negociando sua volta ao poder. Por falta de melhor definição jurídica, o governo brasileiro conferiu-lhe o status de hóspede da embaixada.
[1] - in Consultor Jurídico (conjur.com.br) / 14-10-2009
Este texto é da autoria de Eurico Batista e foi publicado em 23.11.2009.

Fonte: Área Militar (www.areamilitar.net)

sábado, 28 de novembro de 2009

Agência da ONU censura Irã por instalação nuclear 'secreta'



Foto de satélite mostra instalação nuclear perto de Qom

A segunda instalação para enriquecimento de urânio no Irã foi revelada em setembro

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou uma moção condenando o Irã por construir uma instalação para enriquecimento de urânio, cuja existência foi revelada apenas em setembro.

A agência da ONU também exigiu que o governo do Irã paralise imediatamente o projeto.

Em setembro foi divulgado que, além da previamente conhecida instalação de enriquecimento de urânio em Natanz, o Irã também tinha uma segunda instalação do gênero perto da cidade de Qom.

A revelação aumentou ainda mais o temor de países ocidentais, em particular dos Estados Unidos, de que o Irã está usando seu programa nuclear para fabricar armas nucleares. O Irã, por sua vez, nega as alegações e afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

A resolução, a primeira contra o Irã em quase quatro anos, foi aprovada por 25 votos a três, com seis abstenções, inclusive com o apoio da China e da Rússia - indicando que os dois países poderão ser favoráveis à aprovação de novas sanções contra o Irã pelo Conselho de Segurança da ONU.

Isolamento

Na quinta-feira, o diretor da AIEA, Mohamed El Baradei - que está deixando o cargo -, afirmou estar frustrado com a recusa do governo iraniano em aceitar uma proposta internacional para encerrar a polêmica em torno de seu programa nuclear.

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia – e a Alemanha, apresentaram uma proposta para o Irã.

A proposta, apresentada no mês passado, prevê que 70% do urânio iraniano com baixo grau de enriquecimento seja enviado à Rússia e à França para ser enriquecido e transformado em combustível nuclear, a fim de ser usado no Irã.

O embaixador do Irã na AIEA, Ali Asghar Soltanieh, afirmou que esta última moção da agência da ONU condenando o Irã ameaçará as chances de sucesso das negociações sobre a proposta.

"Esperamos que a agência cumpra seu papel, de facilitar a cooperação técnica, e este deve ser um papel despolitizado. Então, temos que ter certeza de que a agência vai se concentrar apenas nas questões técnicas", afirmou.

Fonte BBC Brasil

Nota do Blog: A comunidade internacional em peso (25 contra 3), incluindo Rússia e China, se posicionou contra o Irã, condenando a construção de instalações nucleares secretas. Na contramão desse movimento, o Presidente Lula recentemente declarou seu apoio ao programa nuclear do Irã. Contudo, como o Brasil pleiteia uma vaga no Conselho de Segurança da ONU, não teve coragem de contrariar os países dos quais espera receber apoio para essa pretensão (o Brasil foi um dos 6 países que se abstiveram de votar. De qualquer forma, adotou uma posição de isolamento em relação ao resto do mundo). Será que um país que apóia programas nucleares obscuros e que não tem coragem de expor o seu voto merece uma vaga no Conselho de Segurança da ONU? Se o Brasil gosta de ficar em cima do muro, para que ele quer participar desse Conselho?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Brasil negocia a compra de sistema antiaéreo da Rússia




Acordo pode elevar tensão militar na América Latina e criar atrito com os EUA Tor-M2E é a mais recente geração de um sistema de defesa com mísseis terra-ar da Rússia; Chávez comprou um modelo mais antigo

IGOR GIELOW
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O Exército brasileiro negocia com o governo da Rússia a aquisição de um sistema de defesa antiaérea inédito no país. Se realizada, a compra mudará o Brasil de patamar em termos de capacidade de defesa, acrescentará temperatura ao processo de militarização da América Latina e poderá provocar reações em Washington.

Uma comitiva brasileira esteve em agosto na Rússia para avaliar o sistema, o Tor-M2E. Uma equipe de dez técnicos russos irá expor mais detalhes de sua proposta em uma reunião hoje no Quartel-General do Exército, em Brasília.

O Tor-M2E é a mais recente geração de um sistema de defesa com mísseis terra-ar desenvolvido na antiga União Soviética. É considerado o mais eficaz modelo em operação no mundo. Ele serve para abater aviões, helicópteros, armas de alta precisão e mísseis, usando radar. Sendo de curto alcance, visa proteger cidades e instalações estratégicas.

Hoje, a defesa antiaérea quase inexiste no Brasil, sendo restrita a menos de 200 canhões com projeto dos anos 50, 112 lançadores portáteis russos Igla e alguns franceses Mistral. Não há meios para abater mísseis e, se um avião supersônico penetrar perigosamente o espaço aéreo brasileiro, irá ser confrontado apenas por aviões como o Mirage-2000 ou o F-5.

O diretor de Material do Exército, general Sinclair Mayer, confirma o interesse, mas diz que o negócio ainda está na fase das "tratativas" e que depende de recursos hoje inexistentes: "Como sabemos, nossas demandas de maior importância são grandes. Mas sim, do ponto de vista de defesa antiaérea, estamos desguarnecidos".

Sistema caro

O Tor é uma arma cara. Uma bateria completa, com quatro lançadores, um veículo de comando, carros de apoio, logística e mísseis não sai por menos de US$ 300 milhões (R$ 520 milhões). Mas como a tradicional anemia orçamentária militar brasileira está numa fase de reversão, envolvidos no processo acreditam que o dinheiro poderá aparecer via créditos adicionais ou financiamentos de longo prazo a serem incluídos no Orçamento. No projeto de lei do Orçamento enviado ao Congresso, só R$ 640 milhões dos R$ 24 bilhões destinados ao Comando do Exército são para investimentos.

O exemplo mais recente dessa reversão foi o acordo militar com a França, no qual o Brasil comprará submarinos e helicópteros de Paris a um custo de mais de R$ 22,5 bilhões.

Está na reta final também o negócio para a aquisição dos novos caças da FAB, 36 unidades a cerca de R$ 10 bilhões. Novamente, aqui os franceses com seu Rafale são os escolhidos pelo governo, como disse novamente ontem o ministro Nelson Jobim (Defesa) -embora os concorrentes sueco e americano ainda tentem reverter a decisão política.

Do ponto de vista militar, dependendo de sua alocação, o sistema de mísseis mudaria o patamar de defesa aérea do Brasil, embora não altere o balanço estratégico regional. Uma dúzia de países usa modelos Tor. A Venezuela comprou 12 unidades duma versão anterior à oferecida ao Brasil, o Tor-M1, cujos primeiros lançadores serão entregues em 2010. O Chile já opera há mais tempo um sistema menos capaz, francês, para proteger suas bases aéreas.

Politicamente, há possibilidade de uma eventual compra transformar-se em mais um capítulo dos assuntos espinhosos a serem tratados com os EUA.

No estágio inicial da licitação dos caças, um dos motivos que desclassificou o russo Sukhoi foi uma pressão velada de Washington, que não gostaria de ver um mercado de armas de Moscou montado na região por conta de embargo americano, o venezuelano Hugo Chávez comprou bilhões de dólares em armas da Rússia. De todo modo, o Brasil fez posteriormente um negócio com os russos, comprando helicópteros.

Uma venda recente de modelos Tor-M1 para o Irã foi duramente criticada pelos EUA. O sistema pode dissuadir um ataque com aviões de Israel a centrais nucleares iranianas.

Mesmo que tenha sido discreto sobre as intenções do Exército, o general Mayer deu a senha sobre os interesses na negociação. "O problema desses sistemas é que eles se desatualizam rapidamente", disse, defendendo a necessidade de dominar novas tecnologias.

E citou também a China como país promissor no campo de defesa antiaérea. Jobim acaba de voltar de uma viagem ao país asiático justamente para discutir parcerias militares.

Fonte: Folha de São Paulo, via Notimp

terça-feira, 24 de novembro de 2009

FAB dá carona a filho de Lula e mais 15

Avião estava chegando a Brasília e voltou a SP para pegar o presidente do BC, que não sabia que levaria também Lulinha e convidados. Assessoria da Presidência afirma que "é normal o presidente convidar pessoas para se encontrar com ele e oferecer transporte".

KÁTIA BRASIL

Faltando dez minutos para pousar no aeroporto internacional de Brasília no dia 9 de outubro, uma sexta-feira, o Boeing 737 de prefixo 2116, da FAB (Força Aérea Brasileira), teve de mudar de itinerário e retornar a São Paulo para buscar novos passageiros: o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com 15 acompanhantes.


Meirelles afirma, por meio de sua assessoria, que solicitou o avião para transportá-lo de São Paulo para Brasília e que apenas no momento do embarque soube que, "por solicitação da Presidência", o filho de Lula e mais 15 pessoas "aproveitariam o voo da aeronave colocada à disposição do BC".

A viagem do Boeing começou em Gavião Peixoto (SP), levando a Brasília militares a serviço da AERONÁUTICA. Eram 17h, já perto da capital federal, quando o comandante recebeu ordem de voltar a São Paulo.

O Boeing voltou e pousou às 19h em Guarulhos, onde foi abastecido. O comandante recebeu nova ordem: os passageiros embarcariam em Congonhas, não em Guarulhos.

O Sucatinha partiu de Guarulhos às 20h30. Como já havia sido abastecida, a aeronave teve que ficar voando por uma hora para gastar combustível e ingressar nas condições de pouso em Congonhas, onde aterrissou às 21h30.

Os militares foram deslocados para a parte traseira, para que os novos passageiros embarcassem. A decolagem foi às 23h. O avião chegou a Brasília uma hora e 40 minutos depois.

O presidente do BC diz que não sabia o itinerário anterior do avião, deslocado para atender a sua chamada quando estava para pousar em Brasília.

O Boeing, conhecido como Sucatinha, faz o transporte aéreo do vice-presidente da República, dos presidentes do Senado, da Câmara ou do STF, de ministros ou ocupantes de cargo com status de ministro (como Meirelles) e de comandantes das Forças Armadas.

Segundo a regra que regulamenta o uso da aeronave, as autoridades que solicitarem o uso do avião devem informar à AERONÁUTICA "a quantidade de pessoas que eventualmente as acompanharão".
O decreto diz ainda que "o transporte de autoridades civis em desrespeito ao estabelecido" no texto "configura infração administrativa grave".

Outro lado

A assessoria do Banco Central diz que Meirelles solicitou a aeronave da FAB apenas para ele e um assessor.

A assessoria de imprensa da Presidência da República afirma que os passageiros, incluindo Lulinha, eram convidados do presidente Lula:

"É normal o presidente da República convidar pessoas para se encontrar com ele em Brasília e oferecer transporte pelas aeronaves que servem a Presidência da República".

Lulinha não foi localizado para comentar o caso. A assessoria da Presidência afirma que não fornece informações sobre familiares de Lula.

A Presidência, o BC e a FAB não forneceram a lista de passageiros solicitada pela Folha.

O tenente-coronel Henry Wender, assessor da FAB, afirma que, como o Boeing estava à disposição da Presidência, a FAB não tem controle de lista de passageiros e de itinerário.

Fonte: Folha de São Paulo, Via Notimp

Nota do blog:

Não é a primeira vez que os filhos do Presidente Lula utilizam-se dos VC-96 para transportar seus amigos à Brasília, em 2004 um fato semelhante, envolvendo o filho mais novo do Presidente, causou grande repercussão na imprensa. Segundo apurou a Folha de São Paulo, nenhuma medida judicial parece ter sido tomada contra os envolvidos naquele caso: http://blogdoleandrovieira.wordpress.com/2008/08/12/mp-perdoa-uso-indevido-de-aviao-da-fab-pelo-filho-de-lula/

Colômbia estranha silêncio de países amigos perante ameaças da Venezuela

24/11 - 05:18 , atualizada às 06:10 24/11 - EFE

Bogotá - A Comissão Assessora de Relações Exteriores da Colômbia manifestou hoje sua estranheza pelo silêncio dos "países amigos" frente às ameaças de agressão militar da Venezuela, informaram fontes oficiais.

"Em relação com nossos problemas com a irmã República Bolivariana da Venezuela, a Comissão quer expressar sua estranheza porque muitos países amigos guardaram silêncio perante as ameaças de agressão militar por parte da Venezuela", assinalou o porta-voz da Comissão, o ex-presidente colombiano César Gaviria Trujillo (Liberal, 1990-1994).
Gaviria, que também foi secretário-geral da OEA, acrescentou que a Comissão também estranha "o silêncio perante o bloqueio econômico que a Venezuela está praticando com a Colômbia" porque viola os acordos comerciais regionais e da Organização Mundial do Comércio.
Historicamente, Caracas e Bogotá tiveram diferenças, mas jamais as relações diplomáticas tinham chegado a ser tão tensas, sobretudo após a assinatura de um acordo de cooperação militar entre Colômbia e Estados Unidos, que permite a este último utilizar sete bases colombianas para teoricamente lutar contra o narcotráfico e o terrorismo.
Segundo o presidente venezuelano, Hugo Chávez, essa iniciativa é desestabilizadora para a região e exortou ao Exército venezuelano e à população que se preparem para a guerra.
Ao tenso clima também se somaram situações como o assassinato na Venezuela de nove colombianos nos últimos meses, assim como a destruição por parte da guarda venezuelana de duas pontes artesanais alegando que eram utilizadas por narcotraficantes.
Uribe, que não respondeu aos insultos de Chávez, qualificou de "grave a destruição das duas passagens" e deu instruções para transmitir uma queixa formal na ONU e na OEA.
Por outra parte, a Comissão Assessora se mostrou satisfeita pelos avanços conseguidos para restabelecer as relações diplomáticas com o Equador, quebradas desde março de 2008, após um bombardeio de militares colombianos a um acampamento das Farc no país.
Neste sentido, ressaltou a nomeação dos encarregados de negócios pelos dois países como um gesto positivo para restabelecer a normalidade entre ambos países.
A Comissão Assessora, formada, entre outros, por ex-presidentes e ex-chanceleres, avaliou o relatório apresentado pela Missão de Política Externa que entregou como recomendação primordial a abertura da Colômbia em direção à região da Ásia Pacífico.
Fonte: Ig
Nota do blog:
Enquanto o Presidente Lula se candidata a ser mediador para as questões do Oriente Médio, a situação na América do Sul cada dia se complica mais. O Brasil assiste impotente à crise envolvendo Chile e Peru e, em um estágio mais avançado de risco à paz no Continente, à ameaça de guerra entre Venezuela e Colômbia.
Se nem o "dever de casa" o Presidente faz, o que o faz pensar que pode solucionar um problema histórico como o do Oriente Médio?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Índia testa míssil com capacidade para ogivas nucleares

A Índia realizou nesta segunda-feira o primeiro teste noturno bem sucedido com o míssil terra-terra Agni-2, com um alcance de mais de 2.000 quilômetros e capacidade para levar ogivas nucleares, informou uma fonte do Ministério da Defesa.

O projétil foi lançado da ilha de Wheelers, no litoral leste da Índia, às 19h50 (12h20 no horário de Brasília), segundo a fonte, citada pela agência Ians. Ele atingiu o Estado de Orissa (leste).

O objetivo do teste é que o Exército esteja preparado para lançar um míssil deste tipo a qualquer hora do dia. "O Exército indiano quer confirmar um ciclo operacional de 24 horas e ser capaz de lançar sob o céu noturno", disse Rahul Bedi, analista de defesa.

O Agni-2, de 20 metros de longitude e de 17 toneladas, tem capacidade para carregar até uma tonelada de carga e ogivas comuns ou nucleares.

Os mísseis da Índia são destinados principalmente a qualquer confronto com o vizinho, também nuclear, Paquistão --com quem o país vive uma história de tensão e disputa pela região da Caxemira. O Agni-2, contudo, pode alcançar áreas como o sul da China.

O teste desta segunda-feira, contudo, não deve agravar as tensões entre os dois vizinhos já que eles rotineiramente fazem testes de mísseis.

Índia tem um amplo arsenal de mísseis, que inclui o míssil de curto alcance Prithvi, de médio alcance Akash e o supersônico Brahmos. Os mísseis Agni são os mais poderosos.

Fonte: folhaonline

Foguete Brasileiro é lançado com sucesso na Europa

23/11/2009 - 16h16

O foguete de sondagem VSB-30, fabricado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) de São José dos Campos, no interior de São Paulo, foi lançado com sucesso no dia 22 de novembro, no campo sueco de Esrange. O segundo lançamento, condicionado ás condições climáticas, está previsto para os próximos dias na mesma localidade. O VSB-30 poderá se tornar o primeiro foguete de sondagem nacional a ser produzido integralmente no parque industrial brasileiro.

A missão do VSB-30 era impulsionar um conjunto de experimentos (carga útil) com massa de 400 quilos, em uma trajetória com apogeu de 257 km, permanecendo no ambiente de microgravidade por seis minutos acima de 110 quilômetros. Neste primeiro lançamento, o VSB-30 teve trajetória nominal com apogeu da carga útil, denominada TEXUS 46, de 254 km. Os experimentos previstos foram realizados, o ambiente de microgravidade foi excelente e a carga útil recuperada.

A carga TEXUS 46 realizou experimentos científicos importantes, como a determinação de alta precisão de propriedades termofísicas de ligas metálicas em estado de fusão, para fins de modelamento de solidificação das ligas em ambiente industrial; o resfriamento sob baixa temperatura de levitador eletromagnético, dentro da cadeia de produção contínua de aço; e a medição da tensão superficial e viscosidade em amostra de PdSi (paládio-silício).

A microgravidade proporciona aos experimentos um ambiente em que a única ação externa é o campo gravitacional terrestre. Durante este período, a carga útil aciona um sistema que elimina quaisquer movimentos angulares e a formação de cristais torna-se uniforme, conferindo propriedades melhores aos produtos químicos, orgânicos e inorgânicos, e a ligas metálicas.

Já no segundo lançamento o VSB-30 levará ao espaço a carga útil TEXUS 47 com outra série de experimentos europeus. São vários os objetivos desta missão: medir os resultados da solidificação de uma “liga transparente”; obter respostas moleculares de células vegetais sob o efeito de mudanças no campo gravitacional; investigar reações gravitrópicas primárias rápidas do fungo Phycoomyces blakesleeanus, sob o efeito de micro e hipergravidade; e, por fim, verificar a convecção vibratória em zonas de flutuação de silício.

O IAE enviou três especialistas ao campo de lançamento de Esrange para os trabalhos de integração mecânica e pirotécnica, além dos testes elétricos necessários para cobrir as atividades de lançamento. Já foram realizados com o VSB-30 um voo de qualificação e outro operacional, ocorrido do Campo de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Alem disso, outros cinco lançamentos operacionais foram promovidos no campo sueco de Esrange.

No futuro, fábricas instaladas no espaço produzirão os produtos obtidos da experiência adquirida em voos de foguete de sondagem e outros recursos existentes para o mesmo fim.

Fonte: IAE /FAB